
A morte do fundador da Jovem Pan, o “Seu Tuta”, ocorrida nesta segunda-feira(4), permitiu-me viajar no tempo, sentir saudades de quando o rádio era palco de tantos debates interessantes, que transmitiam conteúdo, opiniões, informações, entretenimento, sem menosprezar a inteligência dos ouvintes, sem se transformar em palcos onde comunicadores se acham mais importantes que as notícias.
Durante, pelo menos oito horas seguidas, acompanhei a transmissão da Jovem Pan News, ontem. Uma grande e merecida homenagem ao empresário, comunicador, criador, diretor, redator, apresentador Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o “Velho Tuta”. Diversas pessoas passaram na programação, desde autoridades políticas, antigos funcionários da empresa, humoristas, jornalistas, escritores, enfim, uma gama de relatos recheados de saudade, emoção, agradecimento, reconhecimento.
Sou apaixonado pelo rádio. Pelo radinho de pilha, que me acompanha todas as noites em minha cama e passa a noite ligado. Durmo, acordo, durmo de novo, sempre com meu fiel companheiro. Comecei minha carreira de comunicador nesse veículo tão importante, lá em 1992.

Nada contra a tecnologia, a modernidade. Mas também não preciso achar que os tempos atuais estão melhores para agradar ninguém. O rádio de antigamente era muito mais bem feito. Informava, instigava, gerava curiosidade! Como foi bom rever, enquanto assistia a cobertura pela morte de “Seu Tuta”, homens que são alicerces no rádio brasileiro, que eu ouvia quando era criança e ficava fuçando as estações para conhecer novas emissoras.
Saudade de quando trabalhei no rádio potiguar. Convivi, ouvi e muito aprendi com Fábio Reis, Francisco Inácio, José Eudo, Inaldo Farias, Jurandy Nóbrega, Marco Antônio Antunes, Rosemilton Silva, Martins Filho, Paulo Neves, Francis Júnior, Eliete Regina, Salatiel de Souza, Geraldo Dantas, Jota Gomes, José Jorge, Felinto Rodrigues Neto, Luiz Almir, Rui Ricardo, Cláudio Amaral, Franklin Machado, Ubiratan Camilo, Eliane Oliveira, Santos Neto, Pedro Neto, Olivan Lima, Levi Araújo, Chudmilson Souza e outros que a memória não permitiu que eu resgatasse. Meu respeito a todos.
Viva o rádio. O rádio das antigas. Quem tem imagem é televisão, que mostra embalagens. E embalagens têm o poder de enganar muito mais.
João Ricardo Correia
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