
Terminado o carnaval, alguns otimistas dizem que, a partir de então, o país “começa a funcionar”. Que nada! Balela! Mais um discurso raso, simplório, insignificante. E para piorar, ainda teremos Copa do Mundo de Futebol, as eleições e um balaio de feriados, ou seja, 2026 tem tudo para continuar dando errado, basta ver os primeiros dias do ano, com tanta violência, mulheres assassinadas, jovens sendo estupradas e mortas e, para incrementar a série caótica de episódios, discussões acirradas entre direitistas e esquerdistas giram entre a homenagem recebida por Lula da Silva, numa escola de samba carioca que terminou em último lugar, e quem é conservador ou não. Que temas “prioritários”! Puta que pariu!!!
Um caldo ideológico despedaça o Brasil. Adorações a políticos, por imbecilidade ou puro interesse financeiro, ocupam espaço na mídia, nas rodas de conversas, nos tribunais (de Justiça e do crime), enquanto, apenas para citar um deles, assuntos sérios, como a insegurança que nos enfia nas mãos de criminosos, são deixados de lado, em segundo plano, servindo apenas como pano de fundo para alimentar candidatos a cargos eletivos e encher bolsos de “especialistas” que saem por aí dando palestras, vendendo cursos, livros, teorizando até briga de galos, enquanto a realidade é sentida na pele das vítimas que sangram, gemem de dor, agonizam, morrem e dos seus parentes que clamam por justiça, choram, gritam, lamentam e precisam se conformar, diante da irresponsabilidade dolosa de autoridades dos poderes judiciário, executivo e legislativo, que deveriam assumir, se é que sabem o que é ter vergonha na cara, se são apenas incompetentes ou também cúmplices das facções criminosas, dos assaltantes, dos estupradores, dos traficantes de drogas e de armas.
As reuniões que já ocorrem, desde as últimas semanas do ano passado, mostram o mesmo do mesmo. As mesmas caras, os mesmos sorrisos mais falsos que cédulas de 3 reais, os apertos de mãos hipócritas, as falas irônicas, as promessas repetitivas e vazias, o sarcasmo de antigos adversários que, agora, juram união em benefício do povo! Ora, que tanta sacanagem! Bando de pilantras, que fazem o que fazem porque sabem das brechas escancaradas nas leis, algumas das quais elaboradas por eles e por familiares. E essa tal legislação deixa clara, cristalina, sua predileção por bandidos, seus parentes e suas amantes.
Se tudo depende da política, dessa política partidária sebosa e escrota exercida no Brasil, como defendem certas criaturas que não aguentam passar um fim de semana sem lamber o saco de algum “poderoso”, estamos perdidos. Existem exceções? Claro que existem, mas elas são sufocadas ou terminam impregnadas e cooptadas pela podridão que fornece energia aos ladrões e ladras que estão salivando, para permanecerem mamando nas tetas da nação, ou para chegarem até elas.
João Ricardo Correia
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