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Desemprego no submundo dos “legais imorais”

A “legalidade” e a “imoralidade” caminham lado a lado; são gêmeas quase idênticas, muda um sinalzinho ali atrás de um dos joelhos e olhe lá se não for em um canto mais escondido. Tem muita gente por aí sem um milímetro de vergonha na cara que se reveste com o fato de estar “legal” para ostentar poder, riqueza e outros atributos materiais repletos de preço, mas sem valor algum.

Dia desses, fato raro pois não perco tempo com papos improdutivos, conversei, por telefone, longamente com um camarada que conheço há uns 25 anos. Ele é formado em publicidade, mas enveredou pelo serviço público estadual do RN e também participa de empreitadas televisivas. Falávamos sobre temas diversos, até que citei a existência de um comércio em via pública, no canteiro central de uma movimentada rua de Natal, que motivou a escrita de um texto, publicado recentemente neste blog

Eu comentava sobre quem teria autorizado a instalação daquele ponto comercial e se, diante de tal fato, estaria estabelecida a tal jurisprudência, ou seja, qualquer um teria o mesmo direito.Pronto, mudança de rumo no papo. O meu interlocutor começou a falar alto, argumentar e, resumidamente, disse que eu não deveria questionar nada, pois não “mudaria o mundo” e que eu estava me “metendo” na vida de um comerciante que, bem antes, segundo ele, começou vendendo frutas, naquela região, próximo aos semáforos.

Deixei que vomitasse à vontade; também informei, pois acho que ele não sabia, que o papel do jornalista é questionar, seja o que for, a quem quer que seja. Daí, o sujeito defensor do monopólio em pauta foi taxativo em dizer que “por isso” eu estava fora do mercado do trabalho, em outras palavras: desempregado. Pensei, respirei, até argumentei por algum tempo, na certeza que logo depois aquele contato seria, como foi, definitivamente excluído da agenda do meu modesto aparelho de celular. Sim, cheguei a falar sobre valores, caráter, mas tenho a ligeira impressão que foi em vão.

Talvez, essa recusa do mercado de trabalho permita-me escrever livremente, olhar nos olhos de qualquer pessoa de igual para igual, circular por qualquer lugar sem receio – embora prefira passar 99% do tempo em casa e, a duríssimas penas, tentar manter no este blog e insistir em algumas considerações, nas redes social.

O sujeito com quem conversei deve estar por lá, cercado de legalidades, acatando ordens dos estrelados superiores hierárquicos e sendo cúmplice de imoralidades, mas todos com dinheiro sobrando. É a vida!

Onde deixo meu currículo?!

João Ricardo Correia

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Imagem gerada por IA.

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