
Enquanto os espertalhões continuam ganhando a vida explorando a fé alheia, o mundo vai ficando mais materialista, mesquinho, desigual, injusto. A fragilidade humana é uma brecha perfeita para o ataque dos mascates dos tempos atuais, que oferecem por aí produtos que prometem acolher, resolver, melhorar, minimizar aflições; tudo balela, desonestidade, charlatanismo. É apenas mais um golpe aplicado diariamente em milhões de homens, mulheres e crianças que, na maioria das vezes, não precisam de nada além de serem ouvidos com honestidade, para que possam compartilhar suas angústias, medos e desesperos.
É preciso muito cuidado para quem apresentamos nossas fraquezas. Devemos permanecer atentos aos que se mostram como “líderes religiosos”. Duvido, sempre, desse povo, igual a mim e a você, que está lendo esse texto, que diz ter “falado com Deus” e, mais grave, que Deus teria pedido para que transmitisse uma mensagem ou executasse alguma ação, como se o Criador precisasse de intermediários. Estaria o Grande Arquiteto do Universo, como dizem os maçons, “terceirizando” tarefas?! Que absurdo!
Pecador minúsculo diante da grande do universo, luto pelo meu direito de expressão, sempre respeitando o contraditório, e vez por outra o torno público, sem nenhum interesse de influenciar, ditar regras, apenas colocando em prática minha escrita e a profissão que exerço há 33 anos, que é o jornalismo.
Acreditar nesse blablablá midiático apresentado nas mídias tradicionais e nas redes sociais, embalados com várias denominações religiosas encabeçadas por doutrinadores muito bem treinados, é como passar em frente a um puteiro e ter a certeza que as prestadoras de serviço que ali estão têm uma “vida fácil”! Não combina! A história de Jesus Cristo, disseminada pela humanidade, diz que Ele prefere os imperfeitos, os fracos, miseráveis, silenciosos, e não os que esbanjam riquezas, perfeições e vomitam seus discursos aos gritos e coreografados com gestos milimetricamente estudados, que transmitiram aos “fiéis” a sensação de superioridade daqueles que dominam púlpitos, altares e outros espaços ecumênicos.
Crer em Deus é essencial. Não crer é um direito! Viver a espiritualidade é humano! Respeitar o próximo é dever! Sem esquecer que precisamos nos proteger do “mercado da fé”, que marca até hora para que “cura e libertação” aconteçam.
João Ricardo Correia
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