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Insatisfação dos coronéis do RN é fogo em palheiro

As arengas divulgadas, recentemente, sobre uma suposta insatisfação de coronéis da Polícia Militar do Rio Grande do Norte contra o governo do Estado são fogo em palheiro, vão passar logo. Faz tempo que é assim! Nada como reuniões, visitas noturnas, cafezinhos, encontros com os “irmãos”, sucos e telefonemas. Tudo se acalmará.

Houve um tempo, isso tem uns 15, 20 anos, que um coronel PM chegou a ser duramente criticado por alguns colegas, porque comprou uma bolsa de grife, com recursos da corporação, para presentear a governadora da época. Esse mesmo oficial adorava, inclusive, distribuir buquês de rosas para as “chefes”.

Naquele caldeirão de estrelas nos ombros, sediado no bairro do Tirol, há muitos oficiais dedicados ao serviço, que alcançaram o topo da carreira por trabalho, competência, mas tem uns e outros que teriam se dedicado, quase sempre, ainda quando eram de patentes inferiores, a carregar bolsas de deputados, desembargadores e outras autoridades civis. Tem quem diga, em calorosas conversas, que oficiais teriam sido promovidos a “toque de caixa”, mais rápido que menino correndo para escapar das chineladas da mãe.

Este veterano repórter registrou, no saudoso vespertino O Jornal de Hoje, quando um coronel correu atrás do outro, em frente à segunda seção do Quartel do Comando Geral, para dar uma bofetada em “sua cara”. A turma do deixa disso foi rápida e evitou; uma pena, pois o alvo era – acho que continua sendo, mesmo na reserva – um chato contumaz, se achava um “rei”, desses que davam carão nos subordinados pelo sistema de rádio que chegava às viaturas.

Haja munganga!!! E sem falar na famosa queda do helicóptero, num 1º de maio, feriado, no campo de futebol do QCG, em 2003. Ainda hoje, pairam boatos sobre o motivo do acidente.

Os governantes sabem muito bem como acalmar os coronéis.

Antes, a histórica rivalidade entre coronéis PM e delegados de Polícia Civil era nítida e “engolir” um deles como secretário – ou secretária – não era tarefa bem aceita pela corporação “adversária”. Pois não é que os tempos mudaram???!!! Nos últimos anos, é uma simpatia só. Pelo menos na propaganda oficial. Fátima deve ter dado um “TEJE UNIDOS” ou “TEJE CALADOS”.

E agora, com as tais redes sociais, tem até disputa de quem segue mais políticos, magistrados e seus assessores. É arroba que não acaba mais.

E sem esquecer da distribuição maciça de medalhas, quando a babação é oficializada no Diário Oficial! É uma festa medonha!

Sentido!!!!

João Ricardo Correia

*Texto editado às 21:20h deste 15/07/25, para correção de erros de digitação.

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