
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade manter a condenação a 10 anos e 8 meses de prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte começou a julgar, às 11h desta sexta-feira (6/6), em sessão extraordinária, o recurso da parlamentar.
A sessão foi marcada após Zambelli informar que estava fora do Brasil e dizer que iria ficar na Europa por ter cidadania italiana. A deputada federal também afirmou que iria “denunciar a ditadura” que o Brasil, segundo ela, vive.
O recurso da defesa de Zambelli alega “cerceamento de defesa”, ou seja, os advogados dizem que não tiveram acesso completo a provas importantes para o caso, como os cerca de 700 GB de dados armazenados na plataforma “mega.io”.
A condenação da parlamentar implica, além da prisão, pagamento de multa de R$ 2 milhões por danos morais e materiais coletivos, valor que é conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto (ao lado de Zambelli, na foto em destaque). O hacker, conforme o processo, foi contratado por Carla Zambelli para o ataque virtual.
No pedido, a defesa pede que o STF reconheça o suposto cerceamento de defesa, conceda acesso integral aos documentos e, com base nisso, absolva a parlamentar da condenação. Na manifestação à corte, os advogados de Zambelli ainda pedem que sejam afastadas outras consequências da condenação, como a perda de mandato.
Fonte: Metrópoles
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