São de uma pequenez condenável alguns episódios envolvendo candidatos a vereadores, prefeitos e vice-prefeito, Brasil afora. Candidatos a outros cargos não fazem por menos, registre-se.
Eles arengam, trocam acusações, fazem ilações, desafiam, esbravejam, fazem cara de choro, registram os famosos Boletins de Ocorrência, esperneiam, apresentam papéis, áudios, vídeos, se vitimizam.
Como pano de fundo para essa parafernália midiática, pesquisas são vomitadas. Como se fossem caldo de cana, que sai na hora, os levantamentos estatísticos quase se confundem com jogo do bicho, bingo, bets, pois têm resultados para todos os gostos e bolsos.
Os eleitores, como de costume, são desrespeitados. A democracia aceita esse tipo de situação, onde, de um lado, as fábricas de mentiras despejam seus produtos de marketing e, do outro, o povo mais necessitado, principalmente, clama por direitos básicos, como educação, moradia, transporte, saúde, emprego.
Enquanto não houver uma reforma política no Brasil, tudo continuará como sempre foi, com raríssimas exceções, que terminam engolidas pela superada forma de fazer politicagem. Os partidos políticos, muitos dos quais mais parecem quadrilhas de criminosos, têm donos que ditam as regras, impossibilitando qualquer chance de um cidadão ser candidato, sem precisar ficar atrelado aos desejos mais mesquinhos dos chefes das siglas partidárias. E, aí, segue o jogo.
Teoricamente, está nas mãos dos eleitores uma tentativa de minimizar tanta sacanagem. Teoricamente, sim, pois quando os “nossos representantes” são eleitos e sentem o prazer do poder, gozam em nossa cara, se submetem, se articulam, se misturam e esquecem, quase todos, de suas origens e dos eleitores que, obrigados, foram lá e votaram nas “excelências”.
Pobre Brasil. Habitado inicialmente por índios, “descoberto” por portugueses, colonizado por tantos e entregue, faz tempo, a um bando de ladrões do dinheiro público, recheados de hipocrisia, de safadeza.
E ainda somos obrigados a votar. Aí, é de lascar!
Deixe um comentário