
O Governo do Rio Grande do Norte, depois de mais uma série de desmandos e denúncias, anunciou nesta segunda-feira (18) medidas para tentar enfrentar a superlotação no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. As ações foram explicadas após uma reunião entre representantes da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Ministério Público e outras autoridades. E como existem autoridades sem autoridade nenhuma.
A esperança é que não seja mais uma reunião sem futuro, que apenas serve para marcar outra e não resolve nada. O descaso com o HWG é antigo e persiste na gestão da petista Fátima Bezerra, que já chegou a deixar até acompanhantes de pacientes sem alimentação.
Quando a situação “aperta”, a imprensa corre até lá, gestores ensaiam as mesmas respostas de sempre e o povo continua sofrendo, humilhado, muitas vezes esperando atendimento nos corredores, em macas e colchões no chão.
Falta uma ação verdadeira, sem maquiagem, longe dos holofotes, com vontade política e coragem do Poder Judiciário, onde os atendimentos sejam regulados, casos de menor complexidade sejam levados para outras unidades. É urgente o fim da “ambulanciaterapia”, o que deixaria prefeitos irritados e praticamente inúteis no quesito saúde pública, pois muitos deles se orgulham de comprar ambulâncias, jogando o problema para a capital.
O Hospital Walfredo Gurgel é ótimo para quem deseja enganar o povo, fazer promessas e pedir votos. O ex-governador Robinson Faria chegou a dizer que instalaria seu gabinete naquela unidade hospitalar, mas mentiu e nunca deu um dia de expediente por lá. A governadora Fátima Bezerra deveria visitar o hospital em um dia “comum”, sem aviso prévio, sem teatro, para saber se a equipe completa está de plantão, se não faltam remédios, alimentos, leitos. Visitinha de gestor agendada uma semana antes, com aviso aos veículos de comunicação não passa de presepada, de ilusionismo, de desrespeito com quem precisa dos serviços e paga caro por isso, por meio de impostos e mais impostos.
Sobram sorrisos, dancinhas, fotografias e publicidade na gestão de Fátima Bezerra.
A situação do HWG é grave e não tem UTI que dê jeito. Faltam competência e vergonha nas caras das tais “autoridades”.
João Ricardo Correia
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Jornalismo sem blablablá
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