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Silêncio protege delegado que teve casa assaltada e o flagrado com a “boca no microfone”

Chicó: “Não sei. Só sei que foi assim”

É de lascar! O nome do delegado de Polícia Civil que teve a casa invadida por bandidos, no sábado passado, em Candelária, zona Sul de Natal, continua em sigilo. Na Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social, o silêncio é total. É proibido falar sobre o caso. Até redes sociais de policiais estariam sendo monitoradas, para evitar o vazamento da informação.

O “cala a boca” está parecido com o caso do “delegado cantor”, que nos anos 2000 teria sido flagrado praticando sexo oral em outro ser, aparentemente, do sexo masculino, dentro de um carro, na cidade de Goianinha, no interior potiguar. A confusão foi grande. Lembro demais. Este veterano repórter trabalhava no vespertino O Jornal de Hoje. Altão e barbudo, o delegado teria sido abordado, com a boca no “microfone”, por um subtenente PM, de nome bíblico.

Pois é: a autoridade da polícia judiciária, segundo relatos da época, teria ficado braba e se negado a sair do aconchego do automóvel, chegando a insultar o subtenente, que teria pedido ajuda a um sobrinho, na época tenente PM, que botou moral, acabou com a “cantoria” e levou o caso à delegacia.

O chafurdo foi grande. Era um tal de corre pra lá, corre pra cá. Repórteres querendo apurar o fato, mas os policiais que se “atreviam” a falar pediam que a fonte fosse preservada e, talvez para proteção do enamorado DPC, nada foi tornado público; por isso, nenhuma informação foi publicada. Ficou tudo nos bastidores, na memória dos mais antigos e nos corredores da antiga SSP, no velho bairro da Ribeira. E naquela época não tinha esse papo de internet, de compartilhar pautas jornalísticas em grupos de WhatsApp. O “delegado cantor”, agora já aposentado, teria passado um bom tempo afastado das funções policiais, até que a poeira baixasse e depois retornou, com a mesma pompa de sempre. Há quem diga que ele até disputou eleição e continuou gostando de carros.

E agora, de quem teria partido a ordem de ficar todo mundo calado, no caso do delegado que teve a casa invadida? Se fosse um servidor, digamos, de “menor patente”, o tratamento seria o mesmo? O que danado, dessa vez, enfiaram goela abaixo de determinadas autoridades, que não falam nada?

Como diria Chicó, no Auto da Compadecida, a cúpula da Sesed teria a resposta pronta, na ponta da língua: “Não sei. Só sei que foi assim”.

João Ricardo Correia
Comunicando desde 1992

Uma resposta para “Silêncio protege delegado que teve casa assaltada e o flagrado com a “boca no microfone””

  1. Avatar de Marcel
    Marcel

    Tudo como dantes

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