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Saudades do São João autêntico, com cheiro de fumaça

As lembranças surgem, como labaredas das fogueiras. São cheiros, sabores e imagens que nos forjaram e ensinaram que a simplicidade é a base, sólida, de tudo.

Como é bom ter vivido uma época em que as fogueiras estavam ali, tão pertinho, montadas com o maior cuidado. E haja querosene para o fogo “pegar”. Dali, retirávamos as brasas para acender os traques e as bombas. A turma menorzinha se divertia com os chuveirinhos, cobrinhas e os chumbinhos.

Não faltavam os milhos assados e cozidos, além da pamonha, canjica, bolos dos mais variados, arroz doce, cuscuz e aquele cafezinho para ajudar a esquentar a alma. Tudo animado com os forrós de verdade, pé de serra, cantados por Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Dominguinhos, Flávio José, Dorgival Dantas, Waldonys, Flávio Leandro, Marinês, Assizão, Eliane, Santana, Petrúcio Amorim. Maciel Melo e tantos outros talentosos artistas.

Tempo bom! As quadrilhas improvisadas marcaram época! Agora, é tudo muito ensaiadinho, programado para atender exigências de patrocinadores, emissoras de televisão; ficou robotizado, amornou.

Nada contra a modernidade, nem contra o “novo”, mas sorte de quem teve o privilégio de ficar com a roupa e os cabelos impregnados com o cheirinho da fumaça, ouvindo o estampido dos fogos de artifício, naqueles dias que as “alergias” e os defensores do silêncio eram vencidos pela animação autêntica, sem essas superficialidades hipócritas e comerciais dos tempos atuais.

Que tenhamos um São João abençoado!

João Ricardo Correia

 

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