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Insegurança no Brasil deve ser pauta diária

O episódio da operação policial no Rio de Janeiro, dia 28 de outubro de 2025,  que matou cento e tantos bandidos e quatro policiais, é apenas mais um capítulo da tragédia da segurança pública no Brasil, que é uma pauta que não deveria sair de cena, caso contrário, continuaremos reféns dos criminosos. Irresponsáveis e cúmplices do crime são os que se acham controladores da comunicação do país e não priorizam esse assunto diariamente, tratando-o em segundo plano, às vezes até superficialmente, somente enquanto está no fervor dos acontecimentos.

O Brasil não pode se calar diante das investidas das facções criminosas, que matam, traficam armas, espalham drogas por todos os cantos, ditam regras em comunidades, controlam o que bem querem. Tão cafajestes quanto os membros dessas corjas, políticos se aproveitam do momento com suas promessas asquerosas e discursos facilmente destruídos, se forem motivo de embate com alguém que fale seriamente sobre a questão.

A situação das polícias é muito grave; faz muito tempo! Quem ganha com os baixos salários pagos aos policiais? A quem interessa limitar a atuação dos agentes de segurança pública? Sem o serviço prestado pelas polícias, quais outros funcionariam nesse país que sonha em, pelo menos, voltar a ter respeito no quesito “futebol”? Parece brincadeira! Mas não é!

Enquanto a tal “grande mídia” e os “influenciadores” que não conseguem “aguá uma planta”, como diria o humorista cearense Falcão, continuarem entorpecidos com os picos de ouvintes, espectadores e curtidas, priorizando assuntos que não, esses sim, influenciam na minha, na sua vida, o Brasil segue ladeira abaixo.

Segurança pública precisa estar em debate constantemente, dando voz aos policiais, às vítimas, aos parentes das vítimas; mostrando a falta de estrutura para investigações, denunciando criminosos, divulgando pesquisas sérias, jogando luz nos cidadãos que não têm mais o direito de ir e vir. Como são os dias seguintes dos pais e mães que perderam seus filhos para os criminosos? E para os filhos e filhas que sepultaram seus pais, nas mesmas circunstâncias? E as mulheres violentadas pelos covardes faccionados endeusados por parte da mídia e até tratados como “meninos” em matéria jornalística? É isso a democracia brasileira?

O que mais interessa: saber se teremos o direito de sair de casa amanhã ou quem é o político que lidera as pesquisas de intenção de voto? É mais interessante interagir com um comunicador ou entrevistado que fale sobre a insegurança em nosso país ou ficar ouvindo algum gasguito, financiado sabe lá por quem, que grita, faz caretas, gesticula e seria até capaz de dar a mãe como troco, para ter “parceiros” em seus noticiosos tão perniciosos quanto uma droga dessas vendidas por aí, nos carnavais fora de época, por exemplo?

Não adianta subestimar a inteligência do povo, nem ignorar a dor de quem sente na pele a ausência do Estado. São décadas de insensibilidade, de governantes que adoram entregar viaturas novas, mas nunca foram visitar as viúvas, mães e filhos de policiais que caíram no combate.

Enquanto nós, pagadores de impostos, continuarmos aceitando tudo goela abaixo, dando trela a quem não está nem aí para a coletividade, jamais teremos esperança de vivermos dignamente.

A segurança pública é a pauta de hoje, de amanhã, da semana que vem, do mês que vem… Ou enquanto as facções criminosas permitirem que seja. Se dependermos de certos bandidos travestidos de autoridades e de especialistas formados em salinhas confortáveis, estaremos correndo sério.

Faça sua parte: cobre dos políticos, dos ministros, dos policiais, dos desembargadores, dos promotores de justiça, mas também cobre da imprensa que tenha respeito por você, por sua vida, pela vida do seu filho.

João Ricardo Correia

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