
Essa proliferação de “influenciadores”, mundo afora, não tenho dúvida, é responsável por grande parte de casos de violência física e psicológica que atingem, principalmente, adolescentes.
Tem marmota de todo tipo e com os mais variados interesses dando conselhos, ensinando, opinando sobre tudo e todos. Muitas dessas pessoas, claramente, não têm nenhuma capacidade intelectual, o que pode ser constatado até pela maneira completamente errada de falar, não conseguindo expressar uma frase completa sem algum erro na língua portuguesa, por exemplo. São de uma classe interessada apenas e tão somente em ganhar dinheiro, nem que para isso entregue a mãe como troco e exponha seus corpos, como se fossem carne de terceira; mas tem quem consuma de tudo, aí está o problema.
O medonho é que existem seres que até têm certo conteúdo cognitivo e passam a atuar, nessa esculhambação digital, para sentir-se útil às simpáticas trapaças que vendem produtos, marcas e, também, servem para garantir empregos, cargos públicos e até relacionamentos pessoais. É o mundinho da maquiagem, das caras esticadas, dos beiços de búfalo, dos corpos desenvolvidos e mentes em acelerado processo de atrofiamento.
A tragédia do adolescente de 13 anos que matou os pais e um irmão, sábado, 21 de junho, no Rio de Janeiro, por não ter sido autorizado a ir a outro estado conhecer uma “namorada virtual”, é o reflexo desse cenário preocupante. Antes, quem influenciava eram pai, mãe, irmãos, professores, avós, enfim, mas hoje o quadro é outro e, pior, nada tem sido feito – se é que pode ser feito – para salvar milhares de vítimas dessa bandidagem.
Não raro, os tais “influenciadores e influenciadoras” se metem em encrencas, crimes e muitos continuam sendo vistos como referência, por uma sociedade medíocre, pobre de espírito e sem referência de moral e justiça.
Em meio a esse caos, pais e responsáveis “lavam as mãos”, priorizam outros temas, e deixam os filhos a mercê desses criminosos que pulsam no mundo digital. O resultado é um monte de “zumbis modernos” inertes, despreparados, incapazes de fritar um ovo, que viram alvos em potencial de “especialistas”, que oferecem tratamentos e mais tratamentos que entorpecem, criam dependências químicas e emocionais, alimentando indústrias comprometidas com tudo, menos com a família, com o bem estar natural de rapazes e moças que poderiam representar a esperança de um mundo melhor, mas permanecem no colo dessas medidas inconsequentes, muitas das quais divulgadas maciçamente, claro, com ajuda dos influenciadores.
João Ricardo Correia
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