
Um dos delatores de supostas irregularidades da empreiteira Odebrecht em gestões do PT, João Carlos Mariz Nogueira foi contratado pela J&F e participou de reuniões da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista no atual governo Lula (PT). Nogueira é diretor de relações internacionais da área de novos negócios do grupo.
Ele já representou a Novonor (antiga Odebrecht) e o Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada) em agendas no começo da gestão petista, quando atuava como consultor.
Em ao menos 14 vezes, em 2023 e 2024, Nogueira foi ao Palácio do Planalto — seu nome é citado em agendas de autoridades em cinco destas datas. Participou também de reuniões em outras pastas.
A delação dele é citada em denúncia da Lava Jato contra Lula, Dilma Rousseff (PT) e ex-ministros, no caso que ficou conhecido
como “quadrilhão do PT”. A Justiça Federal os absolveu em 2019.
Ele responde a ação de improbidade no mesmo caso em que são réus o ex-presidente da construtura Marcelo Odebrecht e o
ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT), que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de Dilma.
O Ministério Público Federal disse que Pimentel pediu e recebeu “vantagem patrimonial indevida (dinheiro)” para favorecer a Odebrecht. E também que Nogueira, então diretor da construtora, prometeu pagamento de R$ 15 milhões a Pimentel.
As mesmas suspeitas embasaram uma ação penal, mas Pimentel, Nogueira e os outros envolvidos já foram absolvidos.
Fonte: Folha de S. Paulo
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