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Conselho de almofada: siga a essência


A frase estava ali, numa almofada à venda: “Não siga a tendência, siga a essência”.

Como seria bom se a essência, como num perfume, nos atraísse sempre. Nos inspirasse! Contribuísse para nossa evolução!

Mas, não: as tendências estão aí. Influenciam, determinam, dominam, entorpecem, alimentam o egocentrismo, afagam os ignorantes.

O essencial virou artigo em extinção, de colecionador. Feliz de quem valoriza a essência, sabe separar o joio do trigo, os transparentes dos tendenciosos.

Bom poder repousar, talvez até com a cabeça numa almofada confortável, sabendo que o essencial nos move, que não nos deixamos levar pelos grupinhos, pelos “influenciadores”, por aqueles que adoram dizer o que compraram, quanto gastaram, para onde vão, para onde foram, quanto pagaram pelo quilo do filé, quanto custou a revisão do carro…

Essa materialidade, que reflete as embalagens, nivela por baixo. Mostra o preço, ao invés do valor.

Na almofada da foto, exposta em uma prateleira, existe o preço. Mas, também, está exposto o valor de uma afirmação tão construtiva. O preço qualquer um vê. O valor está intrínseco, como o avesso da almofada, como a costura que a sustenta e, por isso, é imperceptível ou desconhecido da maioria.

João Ricardo Correia

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