
Dizer o que se pensa, de forma livre, nos últimos tempos, com raríssimas exceções, é sinônimo de ser excluído da “sociedade”, escanteado do mercado de trabalho, enfrentar quase o ostracismo. Esse mundinho que aí está é cenário essencial para os superficiais, os hipócritas, falsos, covardes, aproveitadores, medrosos que sorriem a todo tempo, para disfarçar a cretinice impregnada em cada ato, para evitar qualquer tipo de embate, seja com o companheiro, com a companheira, com os filhos e com os “chefes” e “chefas”. São vermes que vieram ao mundo em corpo de gente, aí a desgraça está feita.
Explanar uma ideia, uma opinião, discordar com algo que agrade a maioria, não dar importância aos “juízes” e “juízas” das redes sociais é um afronta aos paspalhos que, como diziam os mais antigos, “não honram as calças que vestem”. E tem sido assim. Como diz o modismo defendido por idiotas, “e está tudo bem”, não esquecendo – lá ele – de fazer o sinal de positivo e sacudir a cabeça pra lá e pra cá.
O medonho é que até servidores públicos aprovados em concursos se acovardam diante de superiores hierárquicos, que se julgam donos da verdade, principalmente os que deliram ao serem chamados de “doutores”, muitos dos quais com obtenção do ensino superior numa faculdade que adota o método “PP”: pagou, passou. “Quanto maior o anel, pior o bacharel”, diz um conhecido dito popular. E não podemos esquecer que, desde que o mundo é mundo, muita gente por aí se vale do “anel” para se dar bem na vida, nem que seja somente enquanto a “joia” não está com o prazo de validade vencido.
A capacidade, regra geral, está desvalorizada. A tal meritocracia, tão disseminada em cursos digitais e palestras, anda capengando. A moeda atual é a babação, o puxa-saquismo, ser fotografado(a) com a cabecinha pendendo para o lado de quem paga seu salário. Novinhos, novinhas, velhotes e velhotas disputam o espaço, até nas fotografias, mais perto do bandido de estimação. Para eles – e elas -, danem-se a moral e os valores!
E o mundo segue! Ter personalidade é para os “estúpidos”, “anti sociais”, “ignorantes”, “grossos”, como o veterano repórter que insiste em escrever textos como esse. Prefiro encarar meu filho e dizer que não tenho a mínima condição de atender a um pedido seu, por mais simples que seja, a não ter a coragem de olhar nos seus olhos, por ser um covarde que idolatra canalhas e suas corjas.
Graças a Deus, ainda não faltaram o cafezinho e a vontade de escrever.
Obrigado pela companhia!
João Ricardo Correia
Imagem gerada por IA
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