
Por mais que seja legal, é imoral grande parte do trato com o dinheiro público no Brasil.
Enquanto o salário mínimo é vergonhoso e os trabalhadores e aposentados que dependem exclusivamente dele sobrevivem quase milagrosamente, outras classes são beneficiadas com leis e mais leis que só mostram que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.
Vamos a somente um exemplo, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte: o deputado Kerginaldo Jácome da Costa (PSDB), o “Dr. Kerginaldo”, recebeu, além do salário (vencimento básico) de R$ 33.006,39, três diárias no valor de R$ 3.808,41, ” destinadas a cobrir despesas com alimentação, hospedagem e congêneres, nos termos Ato da Mesa n° 720, 2020, alterado pelo Ato da Mesa
nº 1305, de 2022, em razão de viagem a Brasília/DF, no período de 17 a 20/11/2024, para participar do Seminários Novos Gestores – 2025/2028, realizado pela Confederação Nacional de Municípios – CMN”.

Enquanto isso, um trabalhador que recebe R$ 1.412,00 (salário mínimo) precisa se virar para pagar despesas com comida, roupa, transporte, moradia, água, luz, telefone, remédios, educação para os filhos, etc.
Como diz a canção, “Que país é esse?”. Como acreditar na moralidade da classe política? Como ter ainda alguma esperança nas tais autoridades, na justiça? Justiça pra quem? Quando? Quer dizer que um deputado com salário de R$ 33 mil precisa, para ir a Brasília, de receber mais 3 mil e tantos reais (o equivalente a 2,69 salários mínimos) para suas despesas? Pode até ser legal, mas é moral?
O parlamentar Dr. Kerginaldo, certamente, é apenas mais um a usufruir desse direito que só mira nos bolsos dos mais privilegiados, nesse país que transpira injustiças sociais.
As informações são oficiais, obtidas no Portal da Transparência e no Diário Oficial Eletrônico da ALRN.
Mais um absurdo pago pelos nossos impostos.
Mais uma canalhice. Um soco na cara dos trabalhadores humildes do Brasil.
Algum deputado teria a coragem de se posicionar contra essas vantagens? Qual? De qual partido? Ou são, mesmo, todos iguais?
João Ricardo Correia
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Jornalismo sem blablablá
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