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Parentada louca por herança esquarteja cadáveres e reputações

Ah, os testamentos! Agora, a tal da grande mídia se debruça sobre o cadáver do jornalista Cid Moreira e joga luz na divisão dos bens, das brigas familiares, da divisão do que restou, literalmente.

E são muitos casos assim. Muitas existências humanas, quando já não se concretizam fisicamente, se resumem ao caos, às brigas, aos processos judiciais, às ameaças. São milhares de “Cid Moreira” espalhados por aí, até uns desconhecidos do público, mas que deixaram uma “coisinha” de herança, nem que seja uma frigideira com o cabo folgado.

Daí, os herdeiros, ávidos pelos bens materiais, nem parecem se importar com a exploração midiática. Se expõem e, mais ridiculamente ainda, permitem destroçar a memória do parente que se foi, esquartejando tudo que encontram pela frente, acobertados por uma sociedade hipócrita que fala mal dos “programas policiais”, mas que adora um defuntinho rico e sua parentada escrota.

O direito ao que ficou é um ponto. Mas extrapolar o limite do bom senso e partir para a publicização de fatos, até então privados, é o que tento chamar a atenção.

E o medonho é que muitos desses que se enfrentam pelas heranças, certamente, foram os primeiros a, no dia do velório, dizerem ao morto: descanse em paz!

Vou ali tomar um cafezinho, fumar meu cachimbo e começar a pensar quem são os desgraçados que herdarão minhas dívidas.

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